@Download ã A Boneca De Kokoschka Þ eBook or E-pub free

Fotografia de Afonso CruzDesilus o A Boneca de Kokoschka foi o primeiro livro que li do escritor portugu s Afonso Cruz n 1971.Nenhuma originalidade na narrativa A Hist ria do Amor 2005 5 de Nicole Krauss e Uma caneca de tinta irlandesa 1939 4 de Flann O Brien s para citar dois livros que li recentemente 2015 , s o incomparavelmente melhores dentro do mesmo g neroum livro dentro de um livro .A qualidade da escrita e a caracteriza o das personagens extremamente irregular, num emaranhado de banalidades e chich s Alguns exemplos achei completamente incompreens vel a personagem do detective Filip Marlov numa cita o referencial ao detective Philip Marlowe uma personagem de fic o criado pelo escritor norte americano Raymond Chandler e a numera o dos cap tulos do livro A Boneca de Kokoschka do Mathias Popa ser que algu m me pode explicar o seu significado. @Download ì A Boneca De Kokoschka ç A Los Cuarenta Y Dos A Os Bonifaz Vogel Empez A O R Una Voz La Voz Que Ven A De La TierraIsaac Dresner Corr A, Desvi Ndose Del Destino Que Silbaba A Su Lado Dobl Varias Esquinas, Dejando Atr S Al Soldado, Y Entr En La Tienda De P Jaros De Bonifaz Vogel Su Padre, Unos A Os Antes, Hab A Construido Un S Tano En La Tienda Isaac Lo Hab A Acompa Ado Y Hab A Visto Crecer Aquel Espacio Oscuro Debajo De La Tierra Jadeante, Entr Sin Que Se Percatara Bonifaz Vogel Como El Agua En Un ColadorBonifaz Vogel, Sentado En Su Silla De Rejilla, Afin El O Do O A Voces Fue En Ese Momento Cuando Empez A O R VocesY Aqu Empieza La Historia De Isaac Dresner Y Bonifaz Vogel, Y De Las Personas Que Encontraron, De Las Vidas Que Tuvieron Y De Las Que Dejaron Atr S Bu kitab okurken beklentileriniz nemli Kokoschka n n Kuklas n ve o d nemin sanat evresindeki olaylar vs okuyaca n san yorsan z yan l yorsunuz Cruz, Kokoschka n n kuklas temelinde metaforlarla ve birbirine ba l k k hikayeciklerle dolu bir kitap yazm Oyunlu kitaplar , farkl karakterleri, kitap i inde kitaplar seviyorsan z neririm Ben ok sevdim 4 5 As primeiras p ginas de A Boneca de Kokoschka conquistaram me por completo Fiquei rendido a Isaac Dresner e Bonifaz Vogel Personagens interessantes que se relacionaram de forma peculiar Estava a gostar imenso, mas quando come ou a parte que diz respeito ao livro de Mathias Popa, comecei a ficar saturado das divaga es filos ficas do autor Provavelmente ando cansado do tipo de escrita de Afonso Cruz Em apenas um m s e alguns dias, este o terceiro livro do autor que leio Preciso de fazer uma pausa Para al m disso, o t tulo do livro e a sinopse apresentada n o fazem jus hist ria Mas nem tudo assim t o mau Foi agrad vel ver o autor a citar personagens de outros livros Quando li a refer ncia ao homem que n o gostava de met foras fiquei de boca aberta Apesar da experi ncia n o ter sido positiva, fiquei com vontade de reler um dia Acho que foi uma quest o de timing, como tudo na vida. First I have to say that I am extremely confused I loved the book, couldn t stop reading it to the point to tell myself slow down Exactly because of the way I am feeling now the extremely strong feeling of for sure I missed something in between This book is not to be read in a hurry Ok, let s say a good book is never to be read in a hurry But this one, really I have to start it again and taste it slowly, because there are so much to keep I have so many images in my mind and still so many questions Don t want to just put it aside and forget, on the contrary want to keep it very present Ningu m vai querer comprar p ssaros que cantam em sil ncio Tem raz o, sr Vogel, mas que fazer Eu sei umas can es preciso voltar a ensinar os p ssaros a cantar Fantastic the idea of giving mister Vogel this name Vogel avi rio Com este livro, surge a velha quest o, se a vida imita a arte ou a arte imita a vida Desengane se quem l a sinopse deste livro A Boneca de Kokoschka um livro dentro de um livro A escrita do Afonso Cruz cuidada e po tica Nota se um surrealismo e um non sense infantil, carregado de met foras e ironia Um livro para ler devagar, como se tratasse de um puzzle ou um labirinto existencial Um livro muito original a vida um emaranhado complexo de fios A maior parte deles n o os vemos e n o conseguimos atar os n s das rela es entre eles Mas tudo se toca, todos os acontecimentos est o atados entre si por linhas O tempo n o uma seta do passado para o futuro, o tempo tem muitas dimens es, tal como o espa o Anda para a frente, anda para tr s, mas tamb m vai para os lados, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, e na vertical, de cima para baixo e de baixo para cima A HORIZONTALIDADE um dos maiores sintomas da morte, lugar onde tudo se mistura A verticalidade mostra exactamente o oposto por isso que nos impressiona uma flor a nascer, a despontar, e ficamos desiludidos com as ab boras, os mel es, as cobras e os lagartos, que se estendem pelo ch o, na modorra, em vez de crescerem para o alto, como os esp ritos mais ousados Uma rvore deitada est morta, n o est a dormir, e os animais, quando dormem, experimentam o sabor do acabamento A horizontalidade o triunfo da morte, e o universo, apesar de redondo, horizontal A Terra mais ou menos esf rica, mas o que se v , quando se olha, o horizonte Talvez por isso, o sexo esteja sempre t o pr ximo da morte, por ser t o horizontal na sua maneira de estar Santo Agostinho, ao juntar a morte ao sexo, ao pecado original, vislumbrava a morte a ser transmitida pelo ADN, a ser misturada na cama que onde se dorme e onde se morre com grande frequ ncia Porque no nosso ADN h uma ordem que diz para morrermos E isso comunicado, preferentemente, na horizontal E aquelas vinte e duas letras era tudo o que era preciso, garantia Isaac, debaixo do soalho Deus faria o resto L em cima, o que ele faz jogar scrabble As pessoas d o lhe umas letras, julgam que sabem o que querem, mas n o sabem, e Deus com aquelas pe as reorganiza tudo e faz novas palavras Tudo se resume a um jogo de sal o.E Deus nem um grande jogador, como se pode ver pelas bombas que caem l fora Ainda escrevi outra novela que contava a hist ria de um homem que nunca nasceu A m e engravidou at morrer O filho foi vivendo sempre dentro do tero Aquilo era uma par bola das nossas limita es, do medo do desconhecido, de arriscar, essas coisas Sabe, Sr Dresner, n s vivemos todos muito abaixo do limiar poss vel Vivemos na garagem de um pal cio, ou numa cave, isso que fazemos, como um feto que nunca sai do tero Esta personagem era apenas mais um de n s que n o queria sair do seu mundo para ver a luz A destrui o evidente em tudo o que nos rodeia, um processo f cil A constru o que muito dif cil nossa volta, o que h dio, morte o universo um predador Uma das nicas coisas que combate esta entropia a vida Junta c lulas, junta organismos, cria cidades comunidades, aglomerados O resto desfaz se. Afonso Cruz n o s um mestre da escrita, mas tamb m a ponte entre a fic o e a realidade, costumo dizer que a sensa o ao ler uma das suas obras equipar vel sensa o que o homem teria se pudesse voar Em pequena, Adele passava muito tempo sozinha a brincar com bonecas Tentava dar lhes vida, vestia as e levava as a passear, levava as pera, dava lhes banho e dormia com elas, provando assim que a fic o, e n o o c o, a melhor amizade do homem Opini o no blog . 111 ..